CULTURA COM ESSÊNCIA

CULTURA COM ESSÊNCIA

Coletiva de Imprensa do Festival Varilux de Cinema Francês.

É sempre uma honra participar  da coletiva de imprensa do Festival Varilux de Cinema Francês que cada vez mais encanta os cinefilos brasileiros. Agora é só correr e conferir os filmes desde comédia romântica ao polêmico  "Graças a Deus" que aborda o tema de pedofilia na igreja católica baseado em fatos reais. Estiveram presentes na coletiva no Teatro Aliança Francesa atores e cineastas franceses.




Presenças na coletiva

A jovem atriz Thaïs Alessandrin e diretora Liza Azuelos (Meu Bebê), o diretor Pierre Scholler (A Revolução em Paris), Emmanuelle Boudier e Christian Boudier da produtora Bonfilm, o ator Swann Arlaud (Graças a Deus) e o diretor Alexis Michalik (Cyrano Mon Amour).






Swann Arlaud – ator de Graças a Deus

O ator vem representar o longa-metragem premiado “Graças a Deus” (Grâce à Dieu/California Filmes), de François Ozon, que recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano. Ele interpreta Emmanuel Thomassin, que foi abusado sexualmente quando era garoto pelo padre Bernard Preynat, da arquidiocese de Lyon. Baseado em uma história real, o longa estreou na França em fevereiro, dias antes do julgamento do cardeal francês Philippe Barbarin, condenado por seu silêncio sobre os atos cometidos pelo sacerdote de sua diocese. O longa foi visto por cerca de 655 mil espectadores na França.



Em 2018, Arlaud recebeu o César de Melhor Ator pelo filme “O Pequeno Fazendeiro” (Petit Paysan), de Hubert Charruel. Ele atuou também nos longas “Românticos Anônimos”, “Os anarquistas” e “Baden Baden”. Esse ano, além de “Graças a Deus”, pode ser visto nos cinemas franceses no longa-metragem “Un beau voyou”, de Lucas Bernard.  O ator marcou presença em maio no Festival de Cannes com os filmes “Les Hirondelles de Kaboul”, de Zabou Breitman e “Perdrix”, de Erwann Le Duc. 

Swann Arlaud inicia sua carreira muito cedo em filmagens de publicidade e com pequenos papéis na televisão e no cinema. Em 2005, interpreta um adolescente meio frágil e rebelde em “Le temps des porte-plumes”, no qual contracena com Lorànt Deutsch. Depois faz pequenos papéis ao lado de grandes nomes como Sandrine Bonnaire, Julie Depardieu, Charlotte Rampling, Marion Cottilard, Guillaume Canet e Michel Piccoli. Em 2009, o ator entra no elenco de “Amor e Ódio”, de Rose Bosh, e se destaca na comédia “Românticos Anônimos”, de Jean-Pierre Améris, junto a Pierre Niney e Benoît Poelvoorde. 

Novamente dirigido por Jean-Pierre Améris, contracena com Emmanuelle Seigner e Gérard Depardieu em 2012 em “O Homem que Ri”, e logo depois obtém um papel principal interpretando Martin, um jovem que parte à deriva no drama de Hervé Lasgouttes, “Crawl”. Em 2013, faz um barão do século XVI em “Michael Kohlhass”, de Arnaud Despallières. Em 2014, atua com Gérard Lanvin, Jean-Pierre Darrousin e Claudia Tagbo na comédia “Bom rétablissement!”, e chega à notoriedade em 2015 com os filmes “Nem o Céu Nem a Terra”, de Clément Cogitore, e “Os Anarquistas”, de Elie Wajeman. No início de 2018, recebe o César de Melhor Ator ao lado da parceira de tela Sara Giraudeau, que recebe o de prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, pelo filme “O Pequeno Fazendeiro”, de Hubert Charruel, que também ganha o César de Melhor Primeiro Filme.



Lisa Azuelos e Thaïs Alessandrin – diretora e atriz de Meu Bebê

Mãe e filha na vida real, a história do longa é inspirada nas experiências e sensações vividas por elas. Assistido por quase 600 mil pessoas na França, “Meu Bebê” recebeu o Grand Prix de direção para Lisa Azuelos e de melhor atriz para Sandrine Kiberlain no Festival Internacional do Filme de Comédia de L'Alpe d'Huez em 2019. A comédia “Meu Bebê” (Mon Bébé/Bonfilm) traz a terna relação de uma mãe com sua filha caçula que está prestes a sair de casa para estudar no Canadá. 



Lisa Azuelos nasce numa família impregnada pela música e pelo cinema, já que sua mãe é a atriz e cantora Marie Laforêt. Ela começa como roteirista para a série de televisão “Classe Mannequin”, da qual escreve dois episódios. Em 1995, inicia como codiretora com “Ainsi soient-elles”, que faz com o nome de Lisa Alessandrin. Após uma curta pausa, volta em 2001 e coescreve o roteiro da comédia “15 août”, dirigida por seu marido Patrick Alessandrin. Estrelado por Richard Berry, Charles Berling e Jean-Pierre Darroussin, o longa-metragem tem mais de um milhão de espectadores. Em 2015, coescreve o roteiro do drama “Cavalcade”. Sua volta à direção se dá em 2016, dez anos depois do seu primeiro longa-metragem, com “Como você está linda!”, comédia que reúne Michèle Laroque, Aure Atika e Valérie Benguigui. Três anos depois, dirige, escreve e produz “Rindo à toa”. O filme faz mais de três milhões de espectadores e permite revelar a jovem atriz Christa Theret, que encarna Lola, filha de Sophie Marceau. O sucesso tem um fenômeno geracional e provoca a realização de um remake americano em 2012 com “Lola”, reunindo Miley Cyrus e Demi Moore no elenco. A diretora volta em 2014, novamente com Sophie Marceau, para a comédia romântica “Um reencontro”, que também conta com François Cluzet.

Thaïs Alessandrin estreia em 2009 no filme “Rindo à toa”, comédia de sucesso escrita e dirigida por sua mãe Lisa Azuelos, onde contracena com Sophie Marceau. Em 2014, participa de “Um reencontro”, ao mesmo tempo em que faz aulas de teatro nas reconhecidas escolas de atores Florent e Simon. Após se formar no ensino médio, começa seus estudos universitários em Montreal, Canadá e em 2018, participa da comédia “All Inclusive”, de Fabien Onteniente.  Em 2019, desempenha um dos papéis principais na nova comédia de sua mãe “Meu Bebê”, em grande parte inspirada no relacionamento entre mãe e filha e a saída da jovem do casulo familiar. O filme recebe o Grande Prêmio e o Prêmio de Interpretação Feminina, para Sandrine Kiberlain, no 22º Festival Internacional do Filme de Comédia de L´Alpe d’Huez.



Alexis Michalik – diretor de Cyrano Mon Amour

Diretor, autor e roteirista Alexis Michalik aborda o processo criativo do dramaturgo francês Edmond Rostand ao escrever a aclamada peça “Cyrano de Bergerac”. Michalik desenvolveu a trama para os palcos em 2016 e ganhou quatro prêmios Molière de teatro francês no ano seguinte: Melhor Dramaturgo, Melhor Comédia, Melhor Peça em Teatro Privado e Melhor Diretor em Peça de Teatro Privada. Na França, o filme contou com 527.400 mil espectadores.



O início de Alexis Michalik como ator é no palco de um teatro, sob a direção de Irina Brook, no papel título de “Julieta e Romeu”. Mas é na televisão que Alexis Michalik se encontra e passa a ser  visto em diversos telefilmes e séries como “Petits meurtres en famille”, “Terre de lumière”, “Kaboul kitchen” e “Versailles”. No cinema, filma com nomes como Billy Zane, Diane Kurys, Safy Nebou, Yann Samuel, Fernando Colomo, Danièle Thompson e Alexandre Arcady. No teatro, Alexis Michalik primeiro dirige adaptações bastante diferentes, entre elas, “La mégère à peu près apprivoisée”, “R&amp” e “J”, livremente inspiradas nas obras de William Shakespeare. “Le porteur d´Histoire” é sua primeira peça como autor. Sucesso inesperado, teve, até hoje, 1500 apresentações e foi encenada no mundo todo. “Le cercle des illusionnistes” é sua segunda peça. Em 2014, recebe por essas duas peças o prêmio Beaumarchais do Figaro, o prêmio Jeune Théâtre da Academia Francesa e dois Molières (Autor Francófono e Diretor de Teatro Particular). Com Edmond, sua terceira peça, recebe três Molières (Melhor Peça, Autor Francófono, Diretor de Teatro Particular). Intramuros é sua quarta peça. Esse é seu primeiro longa-metragem é Cyrano Mon Amour, inspirado em sua peça Edmond.




Pierre Scholler - diretor de A Revolução em Paris

Vencedor de quatro prêmios César por “O Exercício do Poder” e “Versailles”, Pierre apresenta “A Revolução em Paris” (Um peuple et son roi/Bonfilm), que retrata a gênesis da Revolução Francesa. A produção, que foi construída a partir de uma pesquisa de quase seis anos e custou 17 milhões de euros, reúne um elenco excepcional formado por nomes como Louis Garrel, Adèle Haenel, Izïa Higelin, Gaspard Ulliel, Laurent Lafitte, Olivier Gourmet e Denis Lavant, entre outros. O longa levou 219 mil pessoas aos cinemas franceses. 

Pierre Schoeller começa sua carreira como roteirista para cinema e televisão. Em 2008, dirige seu primeiro longa-metragem para o cinema, “Versailles”. O filme obtém duas indicações ao César, de Melhor Ator para Guillaume Depardieu, e de Melhor Primeira Obra. “Versailles” é visto por cerca de 130 mil espectadores. Com seu segundo longa-metragem, “O Exercício do Poder”, Pierre Schoeller atrai mais de 500 mil espectadores, e recebe críticas entusiastas. Como “Versailles”, “O Exercício do Poder” é selecionado em Cannes na categoria Um Certo Olhar. “O Exercício do Poder” também suscita o interesse da Academia do César com oito indicações, em 2012, e acaba recebendo três estatuetas: César de Melhor Som, de Melhor Roteiro  e Melhor Ator Coadjuvante para Michel Blanc. Em setembro de 2018, lança seu terceiro longa-metragem, “A Revolução em Paris”, filme ambicioso, com um orçamento de 16,9 milhões de euros, que trata da Revolução Francesa. A particularidade do seu cinema é saber combinar assuntos de sociedade e política com um raciocínio atual e uma ambição íntima.





Joséphine Japy e François Civil – atores de Amor À Segunda Vista

“Amor À Segunda Vista” (Mon Inconnue/Bonfilm), de Hugo Gélin, conta a história de um bem-sucedido autor de best-sellers que se vê preso num universo paralelo totalmente diferente do seu. Do dia para noite ele se transforma em um humilde professor de francês e sua então mulher uma completa desconhecida. Fora da zona de conforto, ele precisará lidar com as mudanças de seu novo cotidiano e reconquistar a amada. A produção foi assistida por cerca de 340 mil espectadores na França e François Civil recebeu o Prêmio de Interpretação Masculina no Festival Internacional do Filme de Comédia de L'Alpe d'Huez em 2019.


Joséphine Japy começa sua carreira de atriz muito jovem, ao interpretar Belle de Jour, com apenas 10 anos, no filme “Almas Cinzentas”, de Yves Angelo. Ela retorna ao cinema quatro anos depois, em 2009, em “Neuilly sa Mère!”, de Gabriel Julien-Laferrière, interpretando Marie, a namorada do herói. Um papel que ela retoma dez anos depois para a continuação. Nesse meio tempo, é objeto de cobiça em “O Monge”, de Dominik Moll, estrelado por Vincent Cassel, na adaptação do pouco ortodoxo romance gótico de Matthew Gregory Lewis. Em 2012, interpreta o papel da cantora France Gall no filme biográfico “My Way - O Mito Além da Música”, de Florent Emilio Siri. Em 2014, ela filma “Respire”, dirigido por Mélanie Laurent. Ao lado de Lou de Laâge, obtém pela primeira vez na carreira, o papel principal de um filme. Focado numa amizade tóxica, o longa-metragem é selecionado na Semana da Crítica do Festival de Cannes e, por sua atuação, a atriz é indicada ao prêmio Romy Schneider e ao César de Melhor Revelação Feminina.

François Civil - Após um pequeno papel no cinema e algumas passagens pela televisão, François Civil revela seu talento em “Soit je meurs, soit je vais mieux”, em 2008. Com essa interpretação, é pré-indicado ao César de Melhor Ator Revelação de 2009. Em seguida, faz um projeto atrás do outro em cinema e televisão, se destacando em “Elles” ao lado de Juliette Binoche e Anaïs Demoustier. A fama chega com “Macadam Baby”, no qual interpreta um aspirante a escritor que se envolve com uma jovem problemática. Também brilha contracenando com Pierre Niney no programa de televisão francês Casting(s). No estrangeiro filma “Frank”, comédia de Lenny Abrahamson. Também está no filme de terror “Catacumbas” e na série “Rosemary’s Baby”. Depois, volta para a comédia na série francesa de sucesso “Dix pour cent”, na qual faz o personagem de Hyppolite Rivière.

Em 2016, François se destaca novamente no suspense sobre o jihadismo de Nicolas Boukhrief, “Os Caminhos de Terror”. Depois faz a comédia “Five” e participa do longa-metragem de Cédric Klapisch, “O Que nos Liga”. Em 2018, faz sucesso com o filme “Burn Out”, mas é em 2019 que sua carreira explode com papéis em três grandes filmes que estão no Festival Varilux de Cinema Francês: “O Chamado do Lobo”, “Quem Você Pensa que Sou” e “Amor à Segunda Vista". 

Em “Quem Você Pensa que Sou?” (Celle que vous croyez/California Filmes), de Safy Nebbou, atua ao lado de Juliette Binoche. A obra retrata o caso de “catfishing” de uma mulher que, para espionar seu marido, cria um perfil falso nas redes sociais forjando ser muito mais nova do que realmente é. Em “O Chamado do Lobo” (Le Chant du Loup/Bonfilm), Civil interpreta o marinheiro Chateraide (François Civil) que desempenha a função de “Ouvido de Ouro”, responsável por interpretar cada ruído captado pelo sonar da embarcação. Esse último filme será exibido apenas no Rio em sessão especial gratuita.





Éric Métayer e Andréa Bescond – diretores de Inocência Roubada

O casal de diretores Éric Métayer e Andréa Bescond está no comando de “Inocência Roubada” (Les Chatouiles/A2Filmes). A trama, baseada na história da diretora, revela os traumas da vida de uma mulher que foi abusada na infância por um amigo dos pais. O roteiro foi escrito originalmente para o teatro e venceu o Prêmio Molière de Melhor Monólogo em 2016. O longa integrou a seleção do Festival de Cannes em 2018 na categoria “Un Certain Regard” e garantiu dois prêmios César em 2019 nas categorias Melhor Adaptação e Melhor Atriz Coadjuvante (atriz Karin Viard). O longa já foi visto por cerca de 220 mil pessoas na França.



Apaixonada por dança desde os 3 anos, Andréa Bescond entra aos 19 anos para o Junior Ballet de Paris. A artista brilha depois no Conservatório Nacional Superior de Música e de Dança de Paris. Em 2008, participa da comédia musical “Rabbi Jacob”. Nela, conhece o ator Eric Métayer, que se torna seu companheiro. Eles colaboram, já no ano seguinte, no teatro na peça “Les 39 marches”, dirigida por Métayer. O desempenho de Andréa vale a ela uma indicação ao Molière da Revelação Feminina.

A atriz continua a fazer peças até 2015, ano em que explode com seu espetáculo “Les chatouilles ou la danse de la colère”. Graças a esse papel forte e comovente, ganha em 2016 o Molière de Melhor Solo em Cena. Com esse espetáculo, a atriz deseja denunciar os abusos sexuais sofridos na infância e se liberar de um peso que guardava em si. O espetáculo inspira o filme feito dois anos depois.

Éric Métayer faz estudos de História da Arte e de Artes Plásticas antes de ser ator. Mais interessado pelo teatro do que pelo cinema faz filmes em conta-gotas. É Pierre Jolivet que oferece a ele seu primeiro papel principal em “A l'heure où les grands fauves vont boire”, em 1993, no qual é Adrien, um jovem que sonha em seduzir uma moça magnífica.

Éric Métayer é indicado a Revelação Teatral no Molière três anos depois, por seu papel de jovem travesti em “Aimez-moi les uns les autres”, a peça do seu pai, Alex Métayer. Da segunda parte dos anos 1990 até 2005, se dedica plenamente ao teatro e dublando desenhos animados como “Hércules”, “Vida de Inseto”, “Monstros S.A” e “Lilo & Stitch”. Em 2008, recebe o Molière de Solo em Cena por seu espetáculo “Un monde fou” e atua na comédia musical “Rabbi Jacob”, quando  conhece Andréa Bescond. Em 2009, dirige e brilha em “Les 39 marches”, homenagem ao mestre Hitchcock, que recebe o Molière de Peça Cômica e Melhor Adaptação em 2010. 


Sobre o Festival

O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinador principal a Essilor/Varilux, além do Ministério da Cidadania por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; a Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro; a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Outros parceiros importantes são as unidades das Alianças Francesas em todo Brasil, a Embaixada da França no Brasil, as distribuidoras dos filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.



Agradecimentos: Informações cedidas pela assessoria do Festival Varilux. Agência Febre. 

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