CULTURA COM ESSÊNCIA

CULTURA COM ESSÊNCIA

Como Nossos Pais, um filme para compreender o universo feminino.




Rosa ( Maria Ribeiro) é uma mulher bem contemporânea  e tenta  ser perfeita em todas suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta alcançar seus objetivos, mais tem a sensação de estar nadando contra a corrente. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma super-mulher sem falhas nem vontades próprias. Rosa vê-se submergindo em culpa e fracassos, até que em um almoço de domingo, recebe uma notícia reveladora de sua mãe. A partir desse momento, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma. Não bastando a revelação, Rosa se vê diante de seus conflitos pessoais, buscando respostas fora do seu casamento, vida profissional e tudo que esta acumulado dentro deu mundo, como um vulcão próximo a explodir. Mas isso é pouco, ela terá que lidar com mais outra nóticia de apertar o coração. 



Como entender as razões de Rosa e suas inseguranças, decisões e multiplas tarefas como profissional. esposa, mãe, filha  e amante. Parece loucura para uma única mulher. Embora seja complicado  enxergar além, muitas de nós vivem da mesma forma ou parecida com a personagem. O filme mostra grande parte do universo feminino que nem sempre é um mar de rosas, digamos assim. O primeiro conflito vem de sua mãe ao revelar um segredo que jamais passaria pela cabeça de Rosa. Outra situação é lidar com a geração de suas filhas, já numa idade de inpor seus desejos,  decisões e homôrnios. Sem contar da desconfiança ou quase certeza que seu marido anda traindo  com uma mulher muito mais bonita atraente ou seja bem diferente de seu perfil. Rosa talvez confusa se sente confortável ao lado de outro homem, que em certo ponto faz com que ela se sinta bem, mas não resolve. Dentro de sua cabeça, onde inúmeras gavetas estão fora do lugar, ela tenta contornar seu sentimento pela mãe, sua relação com suas filhas, o amor pelo pai que é separado de sua mãe, sua infidelidade e conflitos com o marido e o relacionamento extraconjugal.  Força é tudo que uma mulher tem quando você acha que ela não é capaz de colocar em ordem tudo em sua volta. Rosa consegue, mas antes, ela se encontra no meio do furacão. 

A essência do Filme:

Uma linda cena onde Clarice, mãe de Rosa toca no piano, a melodia de  Como Nossos Pais de Elis Regina. É encantador.  O diálogo mesmo díficil, mas necessário entre mãe e filha.

Ficha técnica:
Elenco: Maria Ribeiro(Rosa),Clarisse Ambujara (Clarice), Paulo Vilhena (Dado), Felipe Rocha (Pedro), Jorge Mautner (Homero),  Herson Capri, Sophia Valverde ( Nara) e Annalara Prates (Juliana).
Direção: Laís Bodanzky
Roteiro: Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi
Direção de Fotografia: Pedro J. Márquez
Direção de Arte: Rita Faustini
Montagem: Rodrigo Menecucci
Produtores: Caio Gullane, Fabiano Gullane, Debora Ivanov, Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi
Produtor Associado: José Alvarenga Jr.
Produção: Gullane e Buriti Filmes
Coprodução: Globo Filmes
Distribuição: Imovision
  


Sobre a diretora:

LAÍS BODANZKY é uma renomada diretora de cinema que recebeu mais de 90 prêmios nacionais e internacionais.

Seu primeiro filme de longa-metragem, o aclamado Bicho de Sete Cabeças participou da Seleção Oficial de Toronto e Locarno e venceu o prêmio de Melhor Filme em Biarritz, entre outros 45 prêmios nacionais e internacionais. Seu segundo longa, Chega de Saudade (coprodução com o Canal ARTE da França) venceu Melhor Filme no Festival Tous Écrans em Genebra e outros 20 prêmios no Brasil e no exterior. A estreia de seu terceiro filme, As Melhores Coisas do Mundo, aconteceu no Festival de Cinema de Roma. O filme ainda venceu como Melhor Filme no FICI Madrid e levou outros 18 prêmios em festivais no mundo todo.
Em 2012, Laís dirigiu um dos episódios do filme Mundo Invisível para a Mostra Internacional de São Paulo. O projeto contou com a participação de cineastas nomes como Wim Wenders, Manoel de Oliveira, Atom Egoyan, entre outros.Em 2015, dirigiu dois episódios da série PSI para a HBO. Seus próximos projetos cinematográficos são os longas Como Nossos Pais – selecionado para a Mostra Panorama Especial no 67ª Festival de Berlim - que será lançado no Brasil em agosto de 2017 e PEDRO – em fase de desenvolvimento.

O Filme venceu no Festival de Cinema de Paris como Melhor filme 2017
Festival de Gramado 2017 como melhor filme, direção, montagem, atriz, atriz coadjuvante e ator.    

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